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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Há momentos que não têm explicação...


... pela simplicidade de uma conversa ...



... pelo encanto na troca de palavras ... 
que podiam ser escritas, mas que na voz ... 
 se vestem nas asas de estar... 

Há momentos que não têm explicação!


*(obrigada Nuno, pelo registo e por estares no lugar certo à hora certa:)

sábado, 24 de março de 2012

Resistir


Há silêncios que nos calam ...


sexta-feira, 23 de março de 2012

I want to ride my bicycle



... atravessando pontes de uma cidade com poemas de entardecer ...
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terça-feira, 6 de março de 2012

Partir


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Levaste-me nas asas

o voar de uma vida

que eternamente

contemplarei...

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*para ti, pai... onde estarás...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Todos os teus sorrisos me fazem sorrir


sorrir um





sorrir dois





sorrir sempre!
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*há uma magia que funciona sempre, para que se rasgue um sorriso em mim... e outro e mais outro... e os meus filhos sabem. O Duarte sabe que um gesto basta... a Madalena sabe o que uma conversa pode fazer nascer... e assim nascem sorrisos... que se misturam e que nos aproximam cada vez mais... e nunca é preciso ser Fevereiro... nunca!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é


Fico deliciada quando uma fotografia provoca... um verdadeiro diálogo!

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Tire à vontade menina, eu gosto quando gostam desta minha loja. E olhe que já me tiraram muitos retratos que até estão na internet e tudo. Esta minha loja é muito conhecida aqui em Beja!

E sabe que mais? Já quase não existem lojas destas... vendem de tudo! Entre e esteja à vontade...

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Foi o que fiz...

Gosto de fotografias assim, com voz!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quase a sair do forno...

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Está quase, podem vir para a mesa...
Mãe, cheiram tão bem... os afilhados de salsicha!
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* coisas que me fazem sorrir :)

sábado, 31 de dezembro de 2011

E depois... do adeus

... a outra margem...
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*Feliz 2012!

domingo, 20 de novembro de 2011

My name is Bond

Apanhei cá um susto ao tirar esta fotografia... mas valeu a pena, não valeu?


sábado, 29 de outubro de 2011

Incendies


... depois de "O Piano"... este filme passa a ser o segundo da minha lista.
São filmes assim que me "prendem"... onde a vida é o que é!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O (meu) pequeno príncipe

... com quem descubro as sombras do vento... e por isso caminho ...

“E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu educadamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um menino inteiramente igual a cem mil outros meninos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou à sua ideia:
- A minha vida é monótona. E por isso eu aborreço-me um pouco. Mas se tu me cativas, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamar-me-á para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo que é dourado lembrar-me-á de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- Nós só conhecemos bem as coisas que cativamos, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens já não têm amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas"

Saint Exupery

*Parabéns Duarte, pelos teus nove anos!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Rota das letras

... caminhos aconchegantes para palavras escutadas com o olhar ...

*esta fotografia guarda algumas das maravilhas daqui!

sábado, 23 de julho de 2011

Para sempre


... como um eterno amanhecer...

*Parabéns minha querida Madalena, pelos teus 18 anos!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Amanhã


... vai ser assim!

*esta voz será para sempre uma voz em mim...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os livros saíram à rua (quinze)


"E aqui anda a noite à roda e eu com ela como um papelinho com que o vento brinca, apanha-me, larga-me, empurra-me, corre, mais adiante, a prender-me nos dentes, esquece-se de mim, torna a lembrar-se, poisa-me uma pata em cima, vai-se embora. O vento. Em certas alturas, dantes, na casa velha dos meus pais, estremecia os caixilhos, na de Nelas batia um ramo contra a janela e eu deitado no escuro, com medo, enquanto o ramo falava sem cessar. Dizendo o quê? Nunca entendi o vento. "



"Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega."




Fiquei sem palavras... António Lobo Antunes à minha frente. Quando percebeu que o estava a fotografar, deitou-me a língua de fora e sorriu. Consentiu. Eu sorri... de alívio também! A tentação de fotografar rostos prega-me tantos sustos... mas compensa! Durante uns bons minutos fiquei a observar a forma como escutava quem lhe pedia um autógrafo. O seu olhar é de uma ternura imensa... faz cada vez mais sentido para mim a sua escrita... perco-me em cada frase, em cada pensamento seu ... vou-me encontrando assim ...
Escolhi uns pedacinhos de crónicas que acompanham cada fotografia de António Lobo Antunes. E agora, olho cada uma destas imagens como se olhasse um lugar que trago comigo, as palavras deste escritor fazem de mim uma outra pessoa...



"O meu avô dizia-me muitas vezes que um homem sem amigos não é nada. Pode ter tudo na vida, garantia ele, dinheiro, casas, mulheres, filhos, saúde (e continuava a lista) mas se não tiver amigos é um infeliz, um pobre de pedir. Eu olhava o meu avô sem acreditar porque as pessoas crescidas são tão ignorantes e com tanta falta de sentido das coisas essenciais: nunca conheci nenhuma, por exemplo, que juntasse, como eu fazia, pirilampos numa caixa de fósforos para o caso de não haver electricidade."


"E agora começa a anoitecer tão cedo. A minha mãe conta que quando era pequeno, três anos, quatro, cinco, sei lá, me tornava melancólico ao crespúsculo. Não me lembro nada disso mas é capaz de ser verdade porque o fim do dia sempre me trouxe, sei lá porquê, uma espécie de tristeza mansa, um desejo vago de coisas mais vagas ainda, uma inquietação doce, um estado de alma inpossível de exprimir, não inteiramente agradável, não inteiramente desagradável, estranho apenas, um (como dizer?) sorriso com uma lágrima tranquila dentro, percebem? Tão difícil traduzir as emoções em palavras, é tão pobre o vocabulário que temos e vou-me consumindo nos livros a procurar exprimir isto."




"De vez em quando faço umas revisões interiores e lembro-me mal dos anos que passaram: tenho a certeza que só esta manhã comecei a viver e nada sei do mundo, que sou demasiado recente, que o meu tempo não começou ainda. Reparo nas coisas espantado, sem as conhecer, e duvido sinceramente que me pertençam. Nem vejo a caneta que escreve:anda por aí a desenhar as letras e a cabeça flutua, cheia de nuvens, entre o tecto e a vidraça."


Admirar alguém de quem se gosta é a perfeita fotografia... que guardarei para sempre dentro de mim...


domingo, 8 de maio de 2011

Os livros saíram à rua (um)


Sabia-o na feira do Livro de Lisboa. Mas mesmo assim não queria acreditar! Com a sua permissão tive a honra de o fotografar, e enquanto o autógrafo se "desenhava" no lindíssimo “António Barreto: fotografias “, tive o privilégio de testemunhar a simplicidade que o seu olhar espelha... As fotografias de António Barreto estão repletas de histórias e isso não se prende unicamente com o tempo, como me fez questão de referir, mas sim com o olhar... António Barreto olha as pessoas, como se olhasse pelas sua vidas... e isso, é que faz a diferença.

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*Tenho mais um livro de que gosto muito, e também uma fotografia muito especial...

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*Em forma de agradecimento, escolhi um pedaço da forma tão bonita como agradece neste livro tão especial... Muito obrigada, António Barreto!

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"O meu primeiro agradecimento vai para as pessoas com quem vivi estes quase cinquenta anos. Com elas discuti, observei e viajei. Especialmente a Mena, com quem vivo há mais de trinta anos e que sempre me estimulou, sem nunca perturbar as minhas deambulações fotográficas. O que não é fácil, dado que fotografar é um acto de solidão voluntária e necessária. (...)"
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domingo, 17 de abril de 2011

Como se empurrasse a escuridão

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Ando a ssim, a ouvir esta música repetidamente mas nunca de forma igual. Este poema... acontece... "reagir sem ver"... "como se empurrasse a escuridão"...
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Um amor
(http://www.youtube.com/watch?v=QhXAJcsMvCQ&feature=related)
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eu lhe ouvi entrar
vi no seu olhar
que estava querendo me atormentar
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e reagi sem ver
coração tocando o céu da boca
minha alma louca
ai minha voz saindo
andando sem roupa
nua de palavras
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queimando de intenção
digo afogueada
digo sem retorno e sem razão
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foi como se pegasse fogo em fria água
como se empurrasse a escuridão
como me iluminasse
meu amor ficasse pertinho
jurando servidão
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é

... e o tempo é revelador disso mesmo ...

* Menina, tire-me aqui uma fotografia que eu vou dar-lhe o meu cartão e depois a menina manda-me a fotografia pelo correio...
** Eu ganhei o dia, e este senhor vai ter o que lhe prometi! Lá vai uma carta a caminho da Comporta...