Há uma quietude tão bonita no silêncio de momentos guardados onde prazerozamente se fica. E depois há o tempo a voar...e sombras de libelinhas... e sempre a quietude...
… há a tua presença ... essa fonte de luz que os olhos fechados deixam ser dia há em tons amarelados todos os segundos passados há na parede rugosa e branca a cor de cada palavra dita quando é noite há sempre esta luz que não se apaga nunca
No regresso trago o dia de sol, reflexo laranja que o horizonte desenha. Sentada no barco vejo a ria correr num azul teimosamente bonito. É a brisa, ventania inspiradora e quente ou sou eu que a imagino assim sempre tão presente. Deixo devagarinho a outra margem, onde a pressa não cabe em mim. E é fim de tarde sempre que é assim.