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quarta-feira, 2 de março de 2016

Onde os livros moram ...



… moram também as frases por dizer ...
E mesmo que eu suba e espreite
ou me vista ao amanhecer 
o silêncio de algumas frases
teimam em não se escrever


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Lugar onde se esperam cores …


…e basta apenas uma folha em branco…
apenas isso
uma folha em branco...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Casa com céu


... onde estrelas enamoradas sorriem todas as noites ...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Abracadabra



tenho uma casa de medos
onde escondo todos os passos destemidos
e tenho um escuro cinzento
forrado de sonhos adormecidos

e depois tenho pouco mais
dias assim
de horas iguais


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A D. Fernanda


Ninguém gosta de ficar internado. Ou se está doente, ou para lá se caminha, e mesmo quando os filhos vão nascer é uma viagem com desejo rápido de regresso a casa. Mas se tem que ser, e foi o caso, assim seja. Por uma noite. Só uma noite. Não me deu o sono até me pedirem que engolisse de uma só vez dois comprimidos. Fique descansada,  são só para ficar meia sonolenta. Comecei logo a pensar: mau...agora vão fazer-me perguntas e eu no embalo ainda respondo segredos meus. Engoli. Seja o que deus quiser. O resultado esperado aconteceu, fiquei sonolenta. Foi então que prometi descansar, e ler até subir para o bloco operatório. Dá-me licença, vai ter aqui uma companhia ao seu lado, diz a enfermeira ao entrar no quarto com um sorriso nos lábios. Olhei,  vi uma senhora pousar no chão a sua mala azul de cadeado brilhante, o que me levou logo a crer ser uma mulher prevenida. E pensar eu que devia ter arranjado um cadeado para a minha pequena mochila... Não está com cara de doente?! Não, não, é coisa sem grande importância. Vimos as duas para o mesmo então, diz a minha companheira de quarto. "Companheira de quarto" é uma expressão tão militar, nunca fui à tropa mas sinto-a assim. Pois, disse eu. É a vida, diz a D. Fernanda. Mulher de cabelo vermelho, grande porte, voz clara e com tom bastante audível. A minha filha é que devia estar aqui, mas desteta hospitais. Foi desde o pai, mas eu digo-lhe: Carla tens que ultrapassar isso na tua ideia. A minha Sandra é diferente, essa vai logo onde tem que ir. E tem que ser assim, não acha? sim, sim, claro. Sentada na minha cama, marco o livro com os meus óculos e fico a olhar para esta mulher que fala enquanto olha pelo vidro e deixa o cotovelo entregue ao parapeito da janela. O pai era muito amigo delas, continua... e bom homem que era. Trabalhou a vida inteira atrás de um balcão. O patrão até dizia que ele não era um empregado, ele era um filho da casa! Coitadinho, sofreu dois meses e depois olhe...ficamos cá nós.  Quando me pediu em casamento é que foi, o que ele afinou com o meu pai: "então você é o tal rapaz que trabalha no rei das peúgas?" O que ele foi dizer ao meu marido, uma vida a trabalhar no rei das meias, um orgulho para ele e para nós(risos). E o avô que ele era...  as netas adoram-no. O que me salva é o trabalho, são as minhas colegas e as netas e isso... A D.Fernanda foi falando, eu fui ouvindo , o seu olhar parava lá fora quando falava do marido que perdeu há dois anos, mas que toda a vida se lembra  estar a seu lado. As netas, as colegas do seu trabalho, até do genro da filha mais nova... ainda sorrimos as duas, ainda lhe disse algumas das minhas parvoíces. Voltamos a sorrir. Quando voltei ao quarto a D. Fernanda já tinha saído. Não lhe desejei as melhoras e a ultima vez que nos cruzamos foi quando eu saí do bloco operatório e ensonada lhe desejei boa sorte. Gostei tanto de conhecer a D.Fernanda! Foi só uma noite, coisa sem importância.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Encontro


é o lugar
onde nos dizemos
com vista sobre nós

(nada mais importa)

domingo, 11 de outubro de 2015

E depois o sol vai dormir...



É sempre assim quando chegamos da praia, as conversas entre amigos sentam-se aqui. Os mesmos risos, que sabemos de cor... as piadas sempre tão disparatadas, inesperadas, inesgotáveis, únicas. Cada piada tem uma voz diferente. Não somos todos iguais. As cadeiras vão ficando ocupadas, na cozinha está o jantar. Vais tu ver o lume? deixa, eu vou. Ouve-se um grito, mais um susto para nos fazer rir. Mais gargalhadas. Agora a sério, querem saber... sentimos nos olhares o silêncio esperado, mas que se quebra com mais sorrisos. É sempre assim... com os amigos do coração, é sempre assim.  E depois o sol vai dormir... 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Floresta


... há um caminho de árvores verdejantes, que nos conduz. E depois ouvimos o que o vento toca nas folhas para dizer do chão, e dos pássaros que voam, e dos nossos segredos, que entoam ramos e galhos... Não partas. Pode ser por ser manhã. Não partas. Pode ser uma manhã...

sábado, 19 de setembro de 2015

13 velas


 "Mãe, no meu dia de aniversário gostava de estar com os meus amigos e família!"

*Estes são os momentos que mais gostamos de abraçar. Assim será :)
**Parabéns meu querido filho Duarte!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Toldar



fico 
meia sombra
meia nuvem
meio céu
e vou
contigo
e ficas
comigo

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tão perto...



... vejo os teus olhos
apenas nos meus
num cruzamento distante
desse momento errante

vejo os teus olhos apenas nos meus

e depois 
só depois 
o arrepio...
a dizer
a importância que tem 
esse teu olhar

vejo os teus olhos apenas nos meus

tão perto
tão perto


quinta-feira, 23 de julho de 2015

22 primaveras


* parabéns , minha querida Madalena!
**o teu sorriso ilumina o meu coração todos os dias...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Mapa mundo ...


... para destinos da alma.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Há sempre uma janela a dizer...


... que eu nunca te perderei de vista.
(será sempre este o meu caminho...)

terça-feira, 19 de maio de 2015

Do lado de cá ...


... mora a paisagem que se avista dentro de mim
e depois lá fora 
há uma planície de cores espalhadas
e de campos plantados
que os meus olhos ouvem 
e que os meus pés pressentem 
do lado de cá...
(e é assim que adormeço ao acordar)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quando nos olhos nasce a neblina de um vulto a passar assim...



... por mim...como se fosses tu. Como se fossemos nós. Depois, seguimos como se fossemos um outro dia...

quinta-feira, 19 de março de 2015

Podemos (com) aquilo que somos...



Ainda que mal pergunte 
ainda que mal respondas 
ainda que mal te entenda 
ainda que mal repitas
ainda que mal insista 
ainda que mal desculpes 
ainda que mal me exprima 
ainda que mal me julgues 
ainda que mal me mostre 
ainda que mal me vejas
ainda que mal te encare 
ainda que mal te furtes 
ainda que mal te siga
ainda que mal te voltes 
ainda que mal te ame
ainda que mal o saibas 
ainda que mal te agarre 
ainda que mal te mates 
ainda assim te pergunto 
e me queimando em teu seio 
me salvo e me dano: amor. 


Carlos Drummond de Andrade