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quinta-feira, 15 de março de 2018

E depois do vento...



…os ramos não parecem  ser os mesmos
ainda assim, souberam calar das rajadas fortes
o nascer dos ninhos outra vez...



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Apesar dos pesares...


… e dos estragos ...
as cores do amor aqui estão!
No meio do peito
vestindo a alma imune ao tempo
no meio do pó
e sem um único lamento
(é o amor)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quando é noite...


… há a tua presença ...
essa fonte de luz
que os olhos fechados
deixam ser dia

há em tons amarelados
todos os segundos passados

há na parede rugosa e branca
a cor de cada palavra dita

quando é noite
há sempre esta luz 
que não se apaga
nunca

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fim de tarde


No regresso trago o dia de sol, reflexo laranja que o horizonte desenha. Sentada no barco vejo a ria correr num azul teimosamente bonito. É a brisa, ventania inspiradora e quente ou sou eu que a imagino assim sempre tão presente. Deixo devagarinho a outra margem, onde a pressa não cabe em mim. E é fim de tarde sempre que é assim.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Trago esse tempo na minha mão


… e mesmo sem olhar
sei de cor 
o caminho
que ainda hoje
me leva 
e me traz
tudo aquilo que sou


sábado, 6 de agosto de 2016

Se é verão...


… então deixa esse ar quente entrar
lembrar
deixa ser uma franja
um fio
de linho
e cor
deixa ser assim
tudo o que o ar quiser
tudo o que restar
de tudo que ficou
do que não partiu
deixa ser assim
mesmo que assim
seja este lado mais devagar…

segunda-feira, 6 de junho de 2016

E enquanto não nasce o dia ...


… a noite adormece  assim
com reflexos de vidro 
escritos numa parede em branco
como se fosse folha de papel

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Abracadabra



tenho uma casa de medos
onde escondo todos os passos destemidos
e tenho um escuro cinzento
forrado de sonhos adormecidos

e depois tenho pouco mais
dias assim
de horas iguais


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Floresta


... há um caminho de árvores verdejantes, que nos conduz. E depois ouvimos o que o vento toca nas folhas para dizer do chão, e dos pássaros que voam, e dos nossos segredos, que entoam ramos e galhos... Não partas. Pode ser por ser manhã. Não partas. Pode ser uma manhã...

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tão perto...



... vejo os teus olhos
apenas nos meus
num cruzamento distante
desse momento errante

vejo os teus olhos apenas nos meus

e depois 
só depois 
o arrepio...
a dizer
a importância que tem 
esse teu olhar

vejo os teus olhos apenas nos meus

tão perto
tão perto


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Insónia

Quando
a imagem
aparece
deitada
nos meus olhos 
fechados
e eu abro mão
do escuro
até ser
manhã


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Baloiçam ainda nos dedos...


... todas as palavras escritas como se fossem manhã
para depois ao lusco-fusco adormecerem nas minhas mãos...



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Beijo ...


... momento efémero
quando a vontade resgata
nos lábios o desejo

memória inquieta
que abraça a lembrança
fechada no peito



* (feliz 2015 para todos aqueles que espreitam esta janela)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

De olhos semicerrados...



... (porque a chuva turva cai...)
consigo desfolhar
a mesma árvore
que plantei do meu olhar...

quando o sol vier
que venha

importa o momento
ou até a hora
que narra essa história
e que o tempo só sabe eternizar ...


sábado, 1 de novembro de 2014

Escolho da noite...



... a luz mais solar
que roubo à lua
para embrulhar sonhos 
de oferecer ao coração
... e depois antes do acordar
peço ao céu que guarde
na voz de uma estrela
essa minha canção...

escolho da noite, a voz
a mudez, não!


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Há um rio coração...


... na doce margem do peito
que flui navegando
nas águas brandas de um leito...
e depois há na pele 
o salgado do mar
que nesta paisagem relembra
o lugar de alcançar...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Lençol de trigo...



... onde se deitam searas
e se dobram planicies
onde no peito se guardam as brisas
que se elevam nas sombras
onde se desfazem os trilhos
e onde nada do que era antes
nada do que foi
se desnua ...
por ser o tempo mesmo assim
o nome
e só o nome
de uma mesma rua

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Diálogo




dizes-me?
não comeces...
dizes-me?

(        no meio deste espaço rasga-se um sorriso de sim         )

digo-te!




quarta-feira, 4 de junho de 2014

Para lá de tudo isto...


... e dos vidros quebradiços e frágeis
existe céu
algodão e reflexos
de ramos que eu vejo
e árvores que oiço
e tudo isto anda 
na corrente de um rio...

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Olho-te ...





São essas palavras escritas
ditas com o olhar
que fixam letras na minha pele

embalo cada canção prometida
cada verso momento
oiço nesse raro lamento
um enorme rasgo de mel

 depois vejo-te sorrir
num verso perfeito
deixar a vida seguir
e o mar dentro do peito