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domingo, 21 de outubro de 2012

Posso dizer num sopro...

... a voz do rio 
quando corre na pele
ou quando é gelo e frio
*
posso dizer num sopro
 a voz do vento ...
quando com cores celestes
se faz lamento

sábado, 13 de outubro de 2012

Há sonhos de ferro...

... que moram na fragilidade de uma nuvem ... 
e escutam o silêncio da sombra que o sol não vê ...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Janela dos afectos

Há lugares assim
onde a vida se deita
quando é a alma que espreita
***
e há momentos tamanhos
de pedra e sombras
e brancas nuvens
de sol e anjos

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A voz escondida do olhar

Eu queria a voz dos teus olhos
para poder escrever
páginas de cores vivas
e trazer nas mãos 
dias despidos de branco
para vestir linhas de dizer ...
eu queria a cor do teu sorriso
em lápis pastel
tudo em forma de letras
para preencher o papel...
e depois ler
que o teu olhar é voz
e só depois morrer
que o teu olhar é vida
e ser


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Casa de sonhos demorados



Ouvem-se ainda os teus passos
naquela manhã  de azul e rosa
soluços embriagados
poeira ou prosa
ouve-se o grito profundo
dos corpos a respirar
suspensos no horizonte
diante do mar
nasce  das sombras
tamanha nudez
certezas infinitas
ou medo
talvez

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tempo

.

Que se deixa suspenso

tardando viver...

vivendo

esperando amanhecer...

entardecendo

desejando moldar...

quando anoitece no meu peito

.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Anda comigo ver os aviões


... ver das nuvens
os pés no chão
e do ar
as mãos tocar
o branco que o céu tem
e acordar
acordar
acordar...
vem comigo voar
numa manhã qualquer
e ver a terra passear
perto do mar
e andar
andar
andar


quarta-feira, 14 de março de 2012

Ah, bruta flor do querer ...

.
Cada ramo
nasce
da vontade
de ser ramo
outra vez
,
e assim se abraçam quereres
fluentes do ser...
e assim se entrelaçam nasceres
em tons de prazer...
.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mergulhar

.
Mergulhar nas águas que me levam a ti
num sussurro de ondas
sentir no rosto o vento das marés
e de olhos também abertos
ver que no fundo do mar
existem peixes de todas as cores
que existo eu
que existes tu
e que existir será também saber mergulhar
mergulhar, mergulhar...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Amarelo de mim

Quero dias com fundo amarelo

não quero dias em tom branco e vazios...

quero dos dias o sentido

e não quero manhãs vestidas

de um qualquer nevoeiro despido



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ilumina-me

.
Espera que a noite chegue clara
adormecendo tormentos ...
.
espera do escuro aquilo que ele é
desenhos no peito em movimentos ...
.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Na asa do vento


... ou em qualquer outro lugar
que seja gente
presente
tão perto de mim ...
vou voar num vento assim ...
em cada dia triste
vou brincar
de não ser mais aqui ...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Vou te contar




.... que luz pode também ser mar ...

e por ser mar

naufragar...

... também por isso

saber ver devagar

é ser capaz de salpicar

estrelas de prata

num céu de pele

e assim...

luz

poder ser

tão simplesmente

o dom de navegar


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A manhã seguinte


A manhã seguinte

acorda no meu olhar

a promessa de uma tarde

na certeza de mim

.

a manhã seguinte

desperta no meu corpo

o impulso furtivo

o gesto mais genuíno

de nunca existir fim


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Noite

.

É noite que se acende em mim

... sossegando os dias

de passos por alcançar...

.

é noite que me espreguiça

em cada palavra ainda por escrever

.

e é sempre noite...

a luz de te querer
.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Oceano


Talvez eu nunca

tenha chegado a dizer

que os sonhos se podem esconder

.

talvez eu nunca

tenha deixado escapar ...

que em mãos fechadas

n a v e g a m nuvens por moldar

.

e talvez eu nunca tenha pensado dizer

que uma janela fechadadeazul

é uma janela com vista para o mar


domingo, 11 de setembro de 2011

Promessa

Um dia
serei
folha colorida
ou pétala
de uma flor

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Rio

Entre aquilo que sinto

e aquilo que é

está um céu aberto

aceso de lua

no rio que passa mesmo a meus pés

.

entre aquilo que sinto

e aquilo que não é

há um lamento profundo

ou um rasgo de nada até

sábado, 6 de agosto de 2011

Mãos


Os dedos
são passos
seguros
de tocar
e mesmo no frio
e na dor
descobrem caminhos
de não separar
e depois ...
percorrem montanhas
em traços desenhos
que pintam nas mãos
para não deixar de lembrar ...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Caminho


... onde os meus pés se guiam
nas pedras do chão que piso
ou no céu que adivinho ainda ser cor