
Mesmo de noite, onde a luz das palavras pode revelar ou o olhar pode dizer e depois amanhecer, clarear...
sábado, 21 de maio de 2011
Os livros saíram à rua (sete)

sexta-feira, 20 de maio de 2011
Os livros saíram à rua (seis)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Os livros saíram à rua (cinco)

Para ti
Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto
sábado, 14 de maio de 2011
Os livros saíram à rua (quatro)
Aguardo essa página
por ler
aguardo uma manhã
por amanhecer
aguardo assim
por esse livro
escrito com letras
de um suave entardecer
quarta-feira, 11 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Os livros saíram à rua (um)
Sabia-o na feira do Livro de Lisboa. Mas mesmo assim não queria acreditar! Com a sua permissão tive a honra de o fotografar, e enquanto o autógrafo se "desenhava" no lindíssimo “António Barreto: fotografias “, tive o privilégio de testemunhar a simplicidade que o seu olhar espelha... As fotografias de António Barreto estão repletas de histórias e isso não se prende unicamente com o tempo, como me fez questão de referir, mas sim com o olhar... António Barreto olha as pessoas, como se olhasse pelas sua vidas... e isso, é que faz a diferença.
..
*Tenho mais um livro de que gosto muito, e também uma fotografia muito especial...
.
*Em forma de agradecimento, escolhi um pedaço da forma tão bonita como agradece neste livro tão especial... Muito obrigada, António Barreto!
.
sábado, 7 de maio de 2011
Frágil

Não me digas a metade
as palavras todas
são sempre desalinho
não me digas a noite inteira
quando o dia cai
na escrita de um caminho
não digas tardes quentes
diz-me das ruas
das árvores e das sementes
diz-me em choro
o teu sorriso
e sem luz
a tua boca
diz-me devagar
na melodia que seduz
a fragilidade ser um dia
e a vida ser tão pouca
quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Leva-me
terça-feira, 19 de abril de 2011
Pedaço de mim
domingo, 17 de abril de 2011
Como se empurrasse a escuridão
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é

terça-feira, 5 de abril de 2011
Eu em pedaços
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Hide in your shell
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Como uma dança
quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Buuuuuuuu......
segunda-feira, 7 de março de 2011
Encruzilhada
Cruzam-se...
os dias
e as noites
as ruas
e as avenidas
a chuva
e o pó
as manhãs
adormecidas
cruzam-se
os versos
e as palavras
os pássaros
no ar
cruzam-se
as pessoas
e as lágrimas
nos momentos
de naufragar
cruzam-se planícies
e montanhas
vales
e searas
cruzam-se destinos
e aves raras
cruzam-se os pedaços
que trago no peito
cruza-se o destino
sempre ao seu jeito
domingo, 6 de março de 2011
A hora do encontro é também despedida
sábado, 5 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Um dia para vadiar
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Ah, bruta flor do querer ...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Decanta em cada canto um instante
Se toda escada esconde
Uma rampa
Ampara o horizonte
Uma ponte
Para o oriente
Um olhar
Distante
Em volta de um assunto
Uma lente
Depois de cada luz
Um poente
Para cada ponto
Um olhar
Rente
E a montanha insiste em ficar lá
Parada
A montanha insiste em ficar lá
Para lá
Parada
Parada
Diante do infinito
Um mosquito
Em torno de um contorno
Gigante
Cada eco leva
Uma voz
Adiante
Decanta em cada canto
Um instante
De dentro do segundo
Seguinte
Que só por um momento
Será
Antes
E a montanha insiste em ficar lá
Parada
A montanha insiste em ficar lá
Para lá
Parada
Parada
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Vou te contar
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Alguma coisa acontece
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Uma palavra tua
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Onde estiveres agora ...





