Mesmo de noite, onde a luz das palavras pode revelar ou o olhar pode dizer e depois amanhecer, clarear...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Noite
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Oceano
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
O (meu) pequeno príncipe

... com quem descubro as sombras do vento... e por isso caminho ...
“E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu educadamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um menino inteiramente igual a cem mil outros meninos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou à sua ideia:
- A minha vida é monótona. E por isso eu aborreço-me um pouco. Mas se tu me cativas, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamar-me-á para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo que é dourado lembrar-me-á de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- Nós só conhecemos bem as coisas que cativamos, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens já não têm amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas"
Saint Exupery
*Parabéns Duarte, pelos teus nove anos!
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Rio
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Rota das letras
... caminhos aconchegantes para palavras escutadas com o olhar ...
*esta fotografia guarda algumas das maravilhas daqui!
domingo, 4 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Mãos
domingo, 31 de julho de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Talvez
... chegue um dia uma sombra ser frase ...
e se revele a voz nublada em tom definido
e não se espere mais do que isso ...
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Palavras soltas
domingo, 26 de junho de 2011
O tempo passa
... por nós
e como brisa
sinto no rosto
os passos
que nos meus olhos
demoram...
.
o tempo passa
e vejo pela rua
os mesmos rostos
as mesmas vozes
as mesmas mãos
os pulsos...
respirando
como passagem que são
o tempo passa
como água pela minha mão
como flecha sem poente
o tempo é prosa e ardente
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Palavras soltas
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Anjo
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Nós dois
sábado, 18 de junho de 2011
Espreitar
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Dor
domingo, 12 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Amanhã
... vai ser assim!
*esta voz será para sempre uma voz em mim...
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terça-feira, 7 de junho de 2011
ICOSAL
"A ICOSAL é um icon dos anos setenta, caramba!!!
A Revolução passou pela ICOSAL, o primeiro pé de cabra a derrubar o Muro de Berlim, palpita-me, veio da ICOSAL, e Neil Armstrong disse, na Lua:
- Eu vejo-a daqui, eu vejo-a daqui!!
- O quê? A Grande Muralha da China? - respondeu Huston
- Qual quê!!! A Icosal! A ICOSAL!!!
E mais vos digo que a ICOSAL recusou a presença da Troika...
Se calhar já dei pistas a mais...
Olha, aqui em baixo apareceu ICOsAL como paravra de verificação..."
A Revolução passou pela ICOSAL, o primeiro pé de cabra a derrubar o Muro de Berlim, palpita-me, veio da ICOSAL, e Neil Armstrong disse, na Lua:
- Eu vejo-a daqui, eu vejo-a daqui!!
- O quê? A Grande Muralha da China? - respondeu Huston
- Qual quê!!! A Icosal! A ICOSAL!!!
E mais vos digo que a ICOSAL recusou a presença da Troika...
Se calhar já dei pistas a mais...
Olha, aqui em baixo apareceu ICOsAL como paravra de verificação..."
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Os livros saíram à rua (fim)
De regresso a casa, olho para os livros expostos no chão... São como objectos com destino marcado para viverem perto das minhas mãos... e assim começam viagens por mar de letras nunca dantes navegados ... e assim escrevo um fim, mas sem mágoas (são esses os fins de que gosto)... pois abre-se uma outra página... nasce assim o desfolhar...
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Os livros saíram à rua
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Os livros saíram à rua (quinze)
"E aqui anda a noite à roda e eu com ela como um papelinho com que o vento brinca, apanha-me, larga-me, empurra-me, corre, mais adiante, a prender-me nos dentes, esquece-se de mim, torna a lembrar-se, poisa-me uma pata em cima, vai-se embora. O vento. Em certas alturas, dantes, na casa velha dos meus pais, estremecia os caixilhos, na de Nelas batia um ramo contra a janela e eu deitado no escuro, com medo, enquanto o ramo falava sem cessar. Dizendo o quê? Nunca entendi o vento. "

"Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega. Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega."

Fiquei sem palavras... António Lobo Antunes à minha frente. Quando percebeu que o estava a fotografar, deitou-me a língua de fora e sorriu. Consentiu. Eu sorri... de alívio também! A tentação de fotografar rostos prega-me tantos sustos... mas compensa! Durante uns bons minutos fiquei a observar a forma como escutava quem lhe pedia um autógrafo. O seu olhar é de uma ternura imensa... faz cada vez mais sentido para mim a sua escrita... perco-me em cada frase, em cada pensamento seu ... vou-me encontrando assim ...
Escolhi uns pedacinhos de crónicas que acompanham cada fotografia de António Lobo Antunes. E agora, olho cada uma destas imagens como se olhasse um lugar que trago comigo, as palavras deste escritor fazem de mim uma outra pessoa...

"O meu avô dizia-me muitas vezes que um homem sem amigos não é nada. Pode ter tudo na vida, garantia ele, dinheiro, casas, mulheres, filhos, saúde (e continuava a lista) mas se não tiver amigos é um infeliz, um pobre de pedir. Eu olhava o meu avô sem acreditar porque as pessoas crescidas são tão ignorantes e com tanta falta de sentido das coisas essenciais: nunca conheci nenhuma, por exemplo, que juntasse, como eu fazia, pirilampos numa caixa de fósforos para o caso de não haver electricidade."

"E agora começa a anoitecer tão cedo. A minha mãe conta que quando era pequeno, três anos, quatro, cinco, sei lá, me tornava melancólico ao crespúsculo. Não me lembro nada disso mas é capaz de ser verdade porque o fim do dia sempre me trouxe, sei lá porquê, uma espécie de tristeza mansa, um desejo vago de coisas mais vagas ainda, uma inquietação doce, um estado de alma inpossível de exprimir, não inteiramente agradável, não inteiramente desagradável, estranho apenas, um (como dizer?) sorriso com uma lágrima tranquila dentro, percebem? Tão difícil traduzir as emoções em palavras, é tão pobre o vocabulário que temos e vou-me consumindo nos livros a procurar exprimir isto."

"De vez em quando faço umas revisões interiores e lembro-me mal dos anos que passaram: tenho a certeza que só esta manhã comecei a viver e nada sei do mundo, que sou demasiado recente, que o meu tempo não começou ainda. Reparo nas coisas espantado, sem as conhecer, e duvido sinceramente que me pertençam. Nem vejo a caneta que escreve:anda por aí a desenhar as letras e a cabeça flutua, cheia de nuvens, entre o tecto e a vidraça."

Admirar alguém de quem se gosta é a perfeita fotografia... que guardarei para sempre dentro de mim...
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Os livros saíram à rua
quinta-feira, 2 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Os livros saíram à rua (treze)
Talvez me sente ainda um dia
com esse livro com que me atormentei
Talvez eu abra ainda um dia
uma página do sal que só o mar tem
Ou talvez vire as costas à primeira linha
adivinhando o que não fui nem nunca serei
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sábado, 28 de maio de 2011
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