... para destinos da alma.
Mesmo de noite, onde a luz das palavras pode revelar ou o olhar pode dizer e depois amanhecer, clarear...
quarta-feira, 10 de junho de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
Do lado de cá ...
... mora a paisagem que se avista dentro de mim
e depois lá fora
há uma planície de cores espalhadas
e de campos plantados
que os meus olhos ouvem
e que os meus pés pressentem
do lado de cá...
(e é assim que adormeço ao acordar)
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Palavras soltas.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
50 cêntimos
Mãe, hoje deram-me cinquenta cêntimos a mais na venda das rifas dos escuterios. Estava um rapaz a tocar na rua e eu estive a ouvir. Gostei e deixei-lhe a moeda dentro de uma caixa que tinha à sua frente. Ele sorriu para mim e perguntou-me se eu queria ouvir alguma canção em particular. Disse-lhe que não (envergonhado este meu filho). Perguntou se eu sabia tocar viola e se queria tocar alguma coisa. Toquei (pouco envergonhado este meu filho). Sabes o que aconteceu? a caixa ficou com mais moedas, e à nossa volta mais pessoas!
*com a devida autorização do meu menino envergonhado, aqui ficam os sorrisos registados!
** gosto de melodias assim... gosto mesmo!!
terça-feira, 7 de abril de 2015
Quando nos olhos nasce a neblina de um vulto a passar assim...
quinta-feira, 19 de março de 2015
Podemos (com) aquilo que somos...
Ainda que mal pergunte
ainda que mal respondas
ainda que mal te entenda
ainda que mal repitas
ainda que mal insista
ainda que mal desculpes
ainda que mal me exprima
ainda que mal me julgues
ainda que mal me mostre
ainda que mal me vejas
ainda que mal te encare
ainda que mal te furtes
ainda que mal te siga
ainda que mal te voltes
ainda que mal te ame
ainda que mal o saibas
ainda que mal te agarre
ainda que mal te mates
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio
me salvo e me dano: amor.
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Poetas
sexta-feira, 6 de março de 2015
Quando o que foste, pode ser para sempre o que tanto serás...
* para a minha querida amiga Margarida, onde quer que esteja...
** para o meu querido pai... ele sabe o quanto...
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Quarto com vista sobre a cidade ...
... quando no semicerrar dos olhos se escutam manhãs silenciosas por tudo o que as palavras calam ...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Valsa...
Será só matéria em rotação?
É mistério, mera maldição?
Desentristecer a custa e abrir mão
Duro vai ficando o coração de quem não quer
Dar-se à dor de ser quem é
É da terra a sombra de ser só
Adiada sina de ser pó?
Ir desaprendendo a custo e abrir mão
Duro vai ficando o coração de quem não quer
Dar-se à dor de ser maior
Contemplar o céu
Não tem fim
Enfrento o reverso
Dou-me ao universo
Rumo ao fundo em mim
Será só o sangue em pulsação?
Ou é do céu a sina da mão?
Dar às asas e cortar com a raiz
Duro vai ficando o coração de quem não quis
Dar-se à dor de ser feliz
Miguel Araújo
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Baloiçam ainda nos dedos...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Beijo ...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
De olhos semicerrados...
... (porque a chuva turva cai...)
consigo desfolhar
a mesma árvore
que plantei do meu olhar...
quando o sol vier
que venha
importa o momento
ou até a hora
que narra essa história
e que o tempo só sabe eternizar ...
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Escolho da noite...
sábado, 18 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Este meu filho...
- Vais ter teste de matemática, tens que estudar!
- Oh mãe...
- Então não queres ser veterinário?
- Mãe, para ser veterinário eu tenho é que saber de estômagos e como tirar balas a ovelhas... pensas que ser veterinário é só dar festinhas aos cães e dizer: oh... tão fofinhos...
- Oh mãe...
- Então não queres ser veterinário?
- Mãe, para ser veterinário eu tenho é que saber de estômagos e como tirar balas a ovelhas... pensas que ser veterinário é só dar festinhas aos cães e dizer: oh... tão fofinhos...
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Vhils (um)
... hoje ... saio à rua só para ver as paredes falarem com alma ...
*quando crescer quero ser o Vhils!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Para sempre
... contigo ... haverá música no meu coração...
*Parabéns pelos teus doze anos, meu querido filho Duarte!
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Há um rio coração...
... na doce margem do peito
que flui navegando
nas águas brandas de um leito...
e depois há na pele
o salgado do mar
que nesta paisagem relembra
o lugar de alcançar...
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Lençol de trigo...
... onde se deitam searas
e se dobram planicies
onde no peito se guardam as brisas
que se elevam nas sombras
onde se desfazem os trilhos
e onde nada do que era antes
nada do que foi
se desnua ...
por ser o tempo mesmo assim
o nome
e só o nome
de uma mesma rua
sábado, 6 de setembro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
A ordem natural das coisas...
... férias
ir
para não ficar
sol
água
livros
para
mergulhar
na sombra
e ... fotografar
fotografar
fotografar...
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Noite dentro
Há um encanto suspenso numa noite assim...para iluminar minutos sem contagem crescente até ser manhã...há um encanto eterno dentro do escuro do céu...que só a noite tráz... e há em mim nessas horas, uma vontade maior de ser tudo aquilo o que um livro faz...
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Trago em mim este amor infinito ...
Faz hoje vinte e um anos que nasceste. Tudo aquilo que até aí eu vivia de uma determinada forma, ganhou desde esse dia forma única. O meu olhar duplicou, todos os outros sentidos também. Os passos menos cautelosos experimentaram ficar mais cautelosos, e até hoje e para sempre não deixarei de andar contigo no meu coração. Os medos começaram a ter outro lugar, estenderam-se para além de mim... já os sonhos, dobraram no meu peito. Comecei a encontrar mais linhas no horizonte, a saber perder-me no tempo... e a perder-me com mais tempo... olhar tudo mais longe. Hoje, quando lembro o dia em que pela primeira vez te segurei nos meus braços acabada de nascer, parece-me um sonho, um sonho que trago em mim todos os dias para viver. Trago um sorriso infinito de partilhas, mesmo quando abro o armário à procura da minha camisa preferida e a encontro vestida em ti. Hoje trago em mim a felicidade de reunir os amigos e família para te festejar... trago este amor infinito que nos une e que o teu sorriso espelha no olhar... Parabéns, minha querida filha Madalena!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
Conversa ao jantar... com final (in)esperado
... hoje deram-me trinta e cinco anos!
Oh mãe, as pessoas dizem sempre coisas assim para serem simpáticas! Eu lembro-me que na primária quando fazia um desenho e depois dizia aos meus amigos que não gostava nada dele, eles depois diziam sempre: Oh Duarte, tá bué da giro! É sempre assim mãe...
E então Duarte, diz-me lá qual é a moral da história?
A moral da história mãe? (sorriso de sempre quando vem disparate... )
O menino aprendeu a andar de skate!
domingo, 6 de julho de 2014
Aguaceiro
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* queria um post menos exclamativo ( onde pudesse espreguiçar palavras ...) mas o cinzento do dia deixou-me assim!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Para lá de tudo isto...
... e dos vidros quebradiços e frágeis
existe céu
algodão e reflexos
de ramos que eu vejo
e árvores que oiço
e tudo isto anda
na corrente de um rio...
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Olho-te ...
São essas palavras escritas
ditas com o olhar
que fixam letras
na minha pele
embalo cada canção prometida
cada verso momento
oiço nesse raro lamento
um enorme rasgo de mel
depois vejo-te sorrir
num verso perfeito
deixar a vida seguir
e o mar dentro do peito
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
O olhar do meu filho ...
"Mãe, dá aí... " Quando passeamos este é um pedido a que não resisto ceder, passar a minha máquina para as mãos do meu filho Duarte. E depois deliciar-me com a explicação dele sobre as escolhas que fez, os detalhes que encontrou sem que eu desse por eles... é essa a beleza dos detalhes, serem encontrados por um olhar único... Fico deliciada a ver o Duarte tirar fotografias... e eu de longe a ver ... e a lembrar o seu ar impaciente de outros tempos, quando parávamos o carro e ele dizia "Oh mãe, não demores muito a tirar fotografias às mesmas gaivotas de sempre..." Hoje ele percebe que há um tempo merecido e precioso que dedicamos às gaivotas de sempre... e o seu ar impaciente de outros tempos é hoje um olhar atento e desperto... saber esperar é uma virtude, e ter uma filho assim, a felicidade...
quinta-feira, 24 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
Pudesse eu ...
... ser cada meia asa de um sonho
e cada metade de uma estrada
parte da lua
e do dia a madrugada
pudesse eu
nesse voar delirante
desenhar aos pássaros o céu
ser da sombra a luz submersa
para tudo isso seres tu e eu
quarta-feira, 19 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
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