terça-feira, 31 de agosto de 2010

A voz verdadeira

Não importa quantos passos

para lá chegar

nem quantas estradas

escuras

claras

importa o infinito...

não importa quantos ventos

a empurrarem o chão

importa só a tua e a minha mão

não importa quantos lamentos

nem o sal a mais

importa os desalentos desfeitos pelos vendavais

não importa esse silêncio sem ti

nem as paredes por pintar

importa só a voz verdadeira do fundo do mar

5 comentários:

NUNO disse...

Belas palavras... numa bela imagem... infinitamente inspiradas...

Remus disse...

Mas o caminho é longo... muito longo. Isso não importa?
;-)

Artur Guilherme Carvalho disse...

Ganda malha de imagem...e de poema.
Gostei bastante.

Zé Caçador disse...

... e a chuva no rosto a lavar o sal...

Rute disse...

Muito bonito, este teu poema!

Beijinhos