Entre aquilo que sinto
e aquilo que é
está um céu aberto
aceso de lua
no rio que passa mesmo a meus pés
entre aquilo que sinto
e aquilo que não é
há um lamento profundo
ou um rasgo de nada até
Mesmo de noite, onde a luz das palavras pode revelar ou o olhar pode dizer e depois amanhecer, clarear...
7 comentários:
Presumo que seja o reflexo do tal Rio ... está impecável.
Gosto das imagens que nos põem o Mundo do avesso... especialmente aquelas de rios serenos, em noite de Lua Cheia...
E gosto das tuas palavras, sempre inspiradas...
Bela imagem. Belo poema;)
1 bjinho
Belo reflexo acompanhado por um belo poema.
Esse rio parece um espelho...
vale-nos a memória, não esquecer que se sente, e é sempre esse sentido que nos liga à "realidade", ainda que por um fio frágil e tantas vezes (quero crer que não sempre) de orientação invertida. e a memória é como o rio, traz nas águas as histórias de todas as margens.
e isso, Clarice, diferentemente de realidade, é verdade :-)
um beijinho
para não chorar... :)
Bela fotografia de um mundo ao contrário.
O reflexo está tão bom, que até apetece lançar uma pedra para destabilizar a harmonia. :-)
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