Há uma quietude tão bonita no silêncio de momentos guardados onde prazerozamente se fica. E depois há o tempo a voar...e sombras de libelinhas... e sempre a quietude...
Um post sem fotografia… lembrando o sorriso e a voz do autor das linhas que se seguem, e de outras palavras que me acompanham desde há muitos anos, escrevendo mais sentido à vida. "Odeio a mentira porque: Presume a tolice ou a burrice daquele a quem se mente. Parte do princípio de que o mundo é grande e infinito. Parte de quem se julga superior aos outros. Não serve a ninguém, nem sequer a quem mente. Não tem razão de ser, nem existência. Acima de tudo, odeio a mentira porque não é a verdade. Mas quem mente nunca pensa neste pormenor."
… há a tua presença ... essa fonte de luz que os olhos fechados deixam ser dia há em tons amarelados todos os segundos passados há na parede rugosa e branca a cor de cada palavra dita quando é noite há sempre esta luz que não se apaga nunca
De olhos bem abertos,vinte e cinco crianças, com idades entre os quatro e os cinco anos (os meus alunos), viram esta curta metragem. Num silêncio profundo, presos pela música também das imagens, dos gestos, das palavras não ditas… No final reuni os testemunhos, verdadeiras palavras sábias que me comoveram. Relembro esta observação do P. : "É uma bonita história de amor! Mas também é um bocadinho triste… ". Palavras sábias, sobre as histórias mais bonitas.
No regresso trago o dia de sol, reflexo laranja que o horizonte desenha. Sentada no barco vejo a ria correr num azul teimosamente bonito. É a brisa, ventania inspiradora e quente ou sou eu que a imagino assim sempre tão presente. Deixo devagarinho a outra margem, onde a pressa não cabe em mim. E é fim de tarde sempre que é assim.