Às vezes deveríamos ser de ferro, para dias menos fortes... outras vezes ser de ferro negaria a beleza da nossa fragilidade. Uns dias poderíamos ser nada e noutros
tudo, mas sabe-se que uns e outros dias, não aguentariam ser separados. Umas
vezes poderíamos ter sentido e outras vezes deveríamos perder a direcção... ir
rua fora mesmo fora de mão... Se uns dias nos perdêssemos, noutros seriamos encontro... entre o que poderíamos ser
e o que somos, corre uma cortina de ferro... forte e fraca, doce e amarga... e
disso afinal não somos todos nós?