domingo, 26 de outubro de 2008

quase


soltas, presas na mão , palavras de pó de giz, tolas e sem razão...
... é quase sempre por um triz ...
.

sábado, 25 de outubro de 2008

Pontes


Robert Kincaid (Clint Easstwood), jornalista fotográfico da National Geographic e Francesca Johnson (Maryl Streep), uma dona de casa do Lowa, tinham uma vida perfeitamente normal, sem altos nem baixos.


Acontece que basta estar vivo... e quatro dias depois de se conhecerem não querem perder o amor que encontraram. Também basta estar vivo!


Chamem-me lá lamechas… mas adoro este filme!

Um dia

.
E talvez
seja isso só
doces laços e rodopios
um dia a quererem ser nó

.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Onde?


Onde guardamos os nossos segredos?


É lá, no horizonte onde oiço as vozes das pedras a cair…


Como pedras...

como pedras
frias
arrumadas
escolhidas
vazias
pesadas
ausentes
nem cá,
nem lá
pedras
empilhadas
desequilibradas
longínquas pedras
ocas

cheias e vazias
danadas
furiosas
malvadas palavras
de pedra
e este meu silêncio
não faz nada!?

...e assim não há palavras!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pequeno conto do espaço


Passeavam lado a lado. De mãos entrelaçadas. Os dedos perdiam-se em dez, e mais dez, em desordem, juntos, colados. Ele dizia que o caminho era difícil, que as pedras do chão estavam ali, mesmo debaixo dos pés. Ela teimava em não olhar, e dizia-lhe os sonhos… todos os sonhos, que os dedos não chegavam para contar. Olhos nos olhos, a quatro mãos, caminhavam, caminhavam, caminhavam…

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Será?

Na dúvida há sempre uma pergunta a desarrumar…e dessa pergunta, outras desdobradas, proporcionais à própria dúvida.
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“Será” foi-me oferecido hoje pela doce Sofia, que para além de uma caixa de botões, tem outra caixa cheia de afectos que distribui. Eu sei que distribui!
.
Apesar de não andar muito perto da música de Pedro Abrunhosa (também Sofia, também…), este poema que vive numa canção, é lindo!


*há pessoas que voam para nós, como anjos...
.
Será?
.
Será que ainda me resta tempo contigo
ou já te levam balas de um qualquer inimigo?
.
Será que soube dar-te tudo o que querias
ou deixei-me morrer lento no lento morrer dos dias?
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Será que fiz tudo o que podia fazer
ou fui mais um cobarde nao quis ver sofrer?
.
Será que lá longe ainda o céu é azul
ou já o negro cinzento confude o norte com o sul?
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Será que a tua pele ainda é macia
ou é a mão que me treme sem ardor nem magia?
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Será que ainda te posso valer
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer?
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Será que é de febre este fogo ?
este grito cruel que da lebre faz lobo ...
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Será que amanha ainda existe para ti
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri?
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Será que lá fora os carros passam ainda
ou estrelas cairam e qualquer sorte é bem vinda?
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Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes ?
.
Será que o sol se põe do lado do mar
ou a luz que me agarra é sombra de luar?
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Será que as casas cantam e as pedras do chão
ou calou-se a montanha rendeu-se o vulcão?
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Será que sabes que hoje é domingo
ou os dias nao passam são anjos caindo?
.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir?
.
Será que sabes que te trago na voz
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós?
.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar?
.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra?
.
Será que consegues ouvir-me dizer que te Amo
tanto quanto outro dia qualquer?
.
Eu sei que tu estarás sempre por mim...
não há noite sem dia nem dia sem fim.
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Eu sei que me queres e me Amas também,
me desejas agora como nunca ninguém...
.
Não partas então...
não me deixes sozinho...
vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
.
Será?...
Será?...
.

Sem muitas palavras...


.
...dizer tudo numa frase pequenina.

*é um sonho, não é?

.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Encontros sem despedida

Há quem chegue sem saber
Há os que chegam para partir
Há quem nunca chegue
Há quem não queira nunca ir
Há encontros sem saber
E há despedidas por abrir
Que quando não partimos
O difícil é chegar
Se o ficar é não querer ir
E é o querer ficar
Se eu te não encontrar
Isso é despedir
Porque te encontrei
Eu não quero mais partir

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Delírio

Deambulava-se pela casa, perdida num dos corredores escuros de cinza caída. Era de noite, sempre de noite que no peito as palavras amarradas, presas, asfixiadas em dor, se escapavam no seu jeito perdido de andar passos fora, de braços frios que baloiçavam caídos, nus, à procura… à procura… à procura… e os lábios silenciosos de palavras fechadas, mexiam-se, agitavam-se perdidamente loucos por um beijo… que sabiam… já não encontrar…
Os pés descalços pisavam os sonhos que o olhar baixo deixava cair… e era nesta dança feroz e meiga que se agitava a noite, em tons cinza, perdidamente à procura do nada. À procura de tudo. Enquanto pensasse na loucura não enlouquecia, deixava só o corpo sair… Noite de cinza e nada, de lábios tremidos, agitados e só um chão para pisar, e cair.

domingo, 19 de outubro de 2008

Em desalinho ...

. .
As palavras em desalinho teimam em não assentar, murmuram, segredam e fogem perdidas tão perto de mim. Dizem, mesmo a chorar que os dias assim não têm lugar, e depois anoitece...

sábado, 18 de outubro de 2008

Ele há coisas...

.
À conversa com um colega, ele dizia-me:
- Foi giro o jantar ontem… mas estava lá uma amiga da A. que eu nunca tinha visto e não vais acreditar Clarice, no meio de uma conversa sobre férias, alguém referiu o gosto em ler e a senhora acrescentou:

-Odeio livros, quero dizer acho-os bonitos mas não leio.
Fez-se silêncio… mas o pior veio a seguir, quando ela disse:
-Eu gostava mesmo era de escrever um best-seller.


*já disse ao meu colega: cuidado com as companhias… olha as drogas, e os diabetes, e não atravesses a estrada sem ser na passadeira, e nada de sair à noite

**ele há coisas!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Traduzir-me

.
Os poetas dizem-me tantas vezes nos seus poemas, o que eu sinto e não sei dizer...
.
Hoje vou ouvir vezes sem fim na voz de Adriana Calcanhotto o lindíssimo poema de Fernando Goulart, "Traduzir-se".



hoje vou traduzir-me assim...

..Traduzir-se
(Fernando Goulart)

Uma parte de mim
É todo o mundo
Outra parte
Fundo sem fundo

Uma parte de mim
É multidão
Outra parte é estranheza
E solidão

Uma parte de mim
Pesa e pondera
Outra parte
Delira

Uma parte de mim
Almoça e janta
Outra parte
Se espanta

Uma parte de mim
É permanente
Outra parte se sabe
De repente

Uma parte de mim
É só vertigem
Outra parte
Linguagem

Traduzir uma parte
Na outra parte
Que é uma questão
De vida ou morte
Será arte?
Será arte?
Será arte?
Será arte?

Cais


Abraçar, pode ser... chegar !

E partir... ?

E nós?

Fios de ferro
entrelaçados e nós
o que sabemos nós?
em cada lugar
ou no espaço
é o tempo
sem traço
que marca
sentidos, rumos
esmagados
perdidos de medo
cobertos de pó
sem luz
no breu
num só lençol
e de olhos fechados
achados
juntos
entrelaçados…

...e nós?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

chegou hoje!


chegou! vou encontrar no tempo, tempo para o ler...
*********************************
*a capa é linda, e pelo cheiro... temos livro!



Braço de ferro

Sentir / Pensar

*como uma qualquer luta, não cuida de nós...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Nas mãos segurava os sonhos...


Nas mãos segurava os sonhos, em ramos, desejos eternos. Nos lábios a cor do amor, sorria e só sabia que sim. Que sim. Não eram sonhos em folhas de lata, eram flores nas mãos de uma menina, era a vida toda ali.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Não querem ficar juntas

As...........................................................

.................................................................palavras

......................não


................................................................querem

ficar

......................................... juntas


.....................e



.............................................................................. por



...............................isso



parecem

........................................................tão


desarrumadas.




________________________________________________
*será que há sempre uma linha para juntar palavras? ou é ilusão?


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Cai a noite





Cai a noite num pingo
fria e nua

eu nem sei bem
se são estrelas no mesmo céu
ou se é o medo que se insinua


sei que o vazio no corpo gélido
e os pés pousados no chão
são a voz

silenciosa
na escuridão

Basta um gesto, um sopro...

Quando leio um livro também escrevo. Num bloco de capa preta transcrevo excertos que me surpreendem e que mesmo tirados do contexto onde vivem, fazem sentido, pelo menos para mim.
Acontece-me quase sempre. Aconteceu-me este verão com “Uma questão de Beleza” livro de Zadie Smith, uma mulher que escreve “de dentro”, que veio para ficar nas minhas escolhas literárias. “Dentes Brancos” já está encomendado, vem por isso a caminho e o meu livro de capa preta já marca a linha onde por certo mais palavras vão pousar.

*depois de ter lido este livro constatei que tenho imensa sorte na minha vida, tenho amigos muito, muito bonitos.

**a beleza é uma outra coisa diferente daquilo que se vê. Mais do que o nosso corpo, a sua forma, o seu tamanho, é o nosso “jeito” de "andar".
Basta um gesto, um sopro …

domingo, 12 de outubro de 2008

O corpo a dizer

Nem sempre há palavras.
Esta noite não há palavras.

Hoje só quero o que Mats Ek (o meu coreografo preferido) desenhou para Siylvie Guillem dançar. Smok, com a lindíssima música de Arvo Part.

É o corpo a dizer, no movimento desenhado pela música.



.............................É o corpo a dizer...

sábado, 11 de outubro de 2008

Sábados sem sol

Casa + arrumações + música + tpc com filhos + leituras + contas actualizadas + compras de volumes maiores, tipo garrafões de água... + chocolate ...= sábados sem sol !

*até gosto destes dias caseiros... não fosse a alma estar com um espírito assim para o estranho!
**adoro esta música, To America!

Do mar

Olhar assim do mar

e não perceber

o que dizem no desfazer

as ondas sem acordar

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Para ti, Dani!

É assim... como um rio sempre a correr, com as nossas vontades, desejos, com os desenhos que fazemos, imaginamos, mas... é sempre a vida que corre como um rio!

*um beijinho do tamanho do mundo
**e mais outro

Até às paredes confesso


ADORO!

AMO!

.

Até às paredes confesso, esta é uma das minhas perdições, Haagen Dazs, doce de leite. Abrindo-se a tampa é desgraça certa. E nada de desculpas que está calor e que até ia um geladinho… nada disso, de inverno e tudo tenho encontro marcado. Querem aparecer também?

Cada cor o amor

Despiu as cores que trazia ao pescoço. Pousou os sonhos numa pedra. Era tempo de olhar com distância. Os caminhos não eram por aqui, nem o mar estava por perto. Com os pés descalços sentiu agora mais do que nunca o inverno chegar. Cada pedra uma palavra. Cada cor o amor. O fio em laço, queria unir, juntar… lembrava então os sonhos que outrora deitados no seu peito, roçavam a outra alma. A outra alma que ouvia. A outra alma. Aquela que um dia se fundira na sua. Uma alma só, tocada por cada pedra do seu colar, agora num sono profundo a não querer mais acordar.

Vou continuar assim...

Procurei desesperadamente uma música... mas em todas me aparecia uma ou duas palavras que não faziam sentido agora... Não faziam sentido. Não faziam sentido. Vou continuar assim...com este piano que teimo em ouvir para mim.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Não!

.

Sim, claro
.
claro
.
claro que sim!

Claro

sim
.
claro que sim
.
Sim, sim.


.

Espantar...

... ti…lin…tando!
.
.
*faz música lá fora, são as conchas do mar. Ouves?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ternura...

…quando descobrimos em nós um lado que se molda, que se enrola… que nos quer proteger do frio e da chuva e das palavras molhadas, ouvidas agora em silêncio.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Abrir um livro...

…e começar de novo, mesmo na ilusão, no branco, na luz, devagar... no cheiro, silenciosamente... desfolhando, tocando cada palavra, pousando o livro devagar, dizendo nos lábios baixinho, muito baixinho as palavras sem fim… pousar sentidos, sorrir com eles, lembrar... adivinhar, aqui, ali, em mim, morrer, sonhar… desfolhar sempre, mesmo que na ilusão... e viver, viver, viver…


*o que damos a cada livro que lemos. E isso sim, é ler…

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Pai

Era uma vez os Peralta e os Pereira. Duas famílias que viviam em duas colinas vizinhas e que disputavam uma terceira colina de um lugar imaginado. Uma história inventada, contada e cantada em Brasileiro, pela voz do meu pai e que lembro desde sempre. Acho que ainda não falava e já ouvia esta história … acho que ainda não falava e os meus olhos e os dos meus irmãos já se “prendiam” a esta e outras histórias contadas, cantadas, inventadas… acho que ainda não falava e já o ouvia pela casa, dizer: “As armas e os Barões assinalados, que da Ocidental praia Lusitana, por mares nunca antes navegados…”, ou docemente dizer : O Menino da sua Mãe, “No plaino abandonado que a morna brisa aquece, de balas trespassado, duas de lado a lado…”. Camões e Pessoa chegaram pela voz do meu Pai, como a música, a companhia, as brincadeiras nos lugares menos esperados e desejados, o prazer em conduzir (para mim de noite também),e o enorme sentido de humor que rompia no meio da conversa mais séria do mundo. Desarmava quem estava por perto, e até a pessoa mais "cinzenta" acabava por rir. Tudo vinha de dentro e acreditava incondicionalmente no amor. Os livros eram uma das suas paixóes e ler o seu reflexo. Partiu mais cedo do que esperávamos. Não esperávamos nunca. Hoje era dia de jantar em família para comemorar o seu aniversário, hoje lembro mais do que nunca o Pai que sempre vai existir na minha vida, nos nossos amigos (que são muitos e bons, felizmente), nos meus filhos (a quem contou tantas historias também), nos lugares, nas convicções, no amor… O meu Pai!Hoje toca o violoncelo arrumado no canto da sala.Hoje toca uma saudade do tamanho do mundo. Hoje toca a lembrança doce de um sorriso aberto quando a casa se enchia de amigos. Este era o lugar preferido do meu Pai: a nossa casa cheia!


*Escrevi este texto no dia 1 de Julho de 2008.

**Os amigos docemente lá vão percebendo as “marés” resultantes desta ausência…A maior perda, que tive até hoje, na minha vida.

**Faz hoje sete meses que partiste, pai. E de onde estiveres estas palavras são para ti.

domingo, 5 de outubro de 2008

Deitar...

...num lugar vazio as palavras mais crúeis!

sábado, 4 de outubro de 2008

Fujo

Nem o vento a tocar-me no rosto me diz, nem num sopro gelado que sim… fujo apressadamente, e não quero saber o que o vento tem a dizer de mim…

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O meu piano

Tu escreves assim

As ..........palavras..........podem.........ser..........como.
.
........teclas........de..........um.......piano
.
...espaçadas.......pretas.........e......brancas,.....,.

.e ........quando...tocadas......pela ..,..alma........

escreverem......doces..e.. intensas .....melodias.............

As.......palavras.......têm.......música.....

e.....tu........escreves....assim.........!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

E se ...

... este blogue hoje voasse?

Um dia de sonho ...

... como um presente.

Ouves? abraçar as estrelas e chegar aí? sentes? o céu iluminado agora... olha, é para ti!


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Acordar


Hoje quero ser mais radical
quero as palavras a preto e branco
e de todas as cores
quero tamanhos diferentes
e formas de feitios desiguais
quero tempos de ontem
quero actuais
quero o vento todo
soprar
agitar
e mexer no céu
quero a chuva
e quero o sol
e nas estrelas
encontrar
e não perder
o fio
rumo
o caminho
certo ou incerto
eu quero ir e ficar
quero as palavras de amar
mas não quero só palavras
eu não quero
eu quero
sem cores
dizer odores
aproximar
e não deixar
ou deixar
e sonhar
mas não só
acordar

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Deito nas sombras...

Deito nas sombras riscadas de nós, os sonhos. Deixo que o sol espreite, devagarinho, muito devagar… nas sombras guardo os abraços que prometeram atar-me mais vezes a ti. Mesmo que seja sombra, a vida só faz sentido assim.

Em forma de desenho

Estou a escrever sobre amigos... mas sem tempo nenhum. Não é que hoje vou ter um dia daqueles que não acabam ? É grande a vontade em ter um dia diferente! Até tinha pensado pedir à Joan que se sentasse para ouvirmos hoje outra coisa, mas nem isso tive tempo para fazer... o texto sobre os amigos está a nascer cá dentro, em forma de desenho... as letras pousam quase sempre na hora, na hora de dizer.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

= Desejo musical




João Gilberto + Caetano Veloso + Buenos Aires + Ano 2000 = eu queria ter lá estado!

(Acho deliciosa a troca de palavras que antecedem o canto. E é quando se embrulham palavras, voz e sorriso que me desmancho... e neste caso a culpa é do Caetano Veloso!)

*a Joan abriu a porta e o pato voltou a entrar,mas desta vez ela não saiu. Ele, o pato, é que veio em boa companhia. A minha casa está a ficar bem recheada... fiquem para ouvir!

**obrigada Cati, sem ti não havia pato com este recheio todo aqui pousado ...

O meu olhar calado


Era no teu olhar próximo quando me dizias baixinho o amor, era ali a vida inteira … agora é a sombra que prende, mesmo não esquecendo as palavras ditas ao ouvido para sempre. É o meu olhar calado a chamar o teu. E é a vida inteira a dizer que não.

domingo, 28 de setembro de 2008

Escadaria

Não
.....me
.........apetece
..................descer................................ !.................!!
........................ .esta.. ................ subir
.............................escada.... sequer
.....................................nem

sábado, 27 de setembro de 2008

Deixar voar ...

É já só o que resta, abrir as mãos fechadas ao vento e deixar voar todas as palavras, sem qualquer lamento.

Deixar ... deixar ... deixar ...


*A Joan voltou.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Tão cara !!!

Chegada ao hipermercado (lembro-me perfeitamente qual mas não quero publicitar, não me apetece…) corri para a zona “artigos de bebé”.
Passei o corredor das roupas mínimas, (que deixam sempre tantas saudades e a que nunca resisto mexer e olhar), o corredor das camas de grades ( que saudades de os ver dormir como anjos, ou de os ver acordar num sorriso quando esticavam os braços e me pediam colo…) e finalmente cheguei ao meu destino: cadeiras de todos os tamanhos e cores para os meninos viajarem mais seguros…

Feita a escolha lá vou noutra corrida para a caixa efectuar o pagamento. Duas pessoas à minha frente e rapidamente com uma fruta por pesar, uma escola de samba atrás de mim !
Todas as pessoas com coisas na mão e nos carros... deixa cá ver que pego eu, dá cá isso que se parte, põe o miúdo no carro e tira de lá o peixe…
Não sei como em dois minutos apareceu ali aquela multidão. Quando olho para a frente atenta ao estado do “peso”, já passara por mim sem que eu desse por isso a dona da dita fruta, que em sopros seguidos trazia as bananas pelo ar. Acho graça que as pessoas quando correm nestes contextos trazem o saco mais acima do ombro, o que me parece ser um peso acrescido, mas enfim deve dar outra graça à corrida desenfreada, digo eu.

A minha vez:
-Boa tarde.
-Boa tarde, diz o rapazinho engravatado e riscado de azul e branco.
Quando o código de barras da cadeira que escolhi comprar, marca o preço o rapaz abre a boca de espanto e diz:
-Fogo, tão cara! Nunca pensei que uma cadeira destas custasse cento e vinte euros? Puxa, isto é mesmo caro!!!
A fila inteira olhou para mim. Eu corei e por segundos pensei: será que isto é demais???
Fez-se luz e disse ao rapazito:
-Veja lá, se calhar o melhor é eu não levar essa e irmos os dois procurar uma mais barata?!
Responde-me o moço:
-Não deixe ir, mas bolas é “muita” cara!
.
De regresso a casa pensei, será que fiz a pior compra da minha vida ? ou será que aquele rapazito nem cinquenta gramas de fiambre, estará habituado a aviar?

Todas as estrelas ...

Gosto, gosto, gosto, gosto e gosto!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Felicidade ...

" A felicidade não é uma ilusão, porque há pequenas felicidades que podem ser extraordinárias. Pode-se viver a vida inteira em poucos minutos, e não é uma ilusão."
.
*Augustina Bessa-Luís, Revista Única (desta semana)

Chegou para ficar


A música chegou para ficar... e num silêncio a preto e branco juntam-se sonhos e perdas. E é na música, com palavras sem perguntas, que adormeço e não durmo ...
.
.
*Joan, canta para mim!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Perguntar ...


? ? ? ? ? ? ? ?
? ? ? ? ?
?
? ? ? ? ?

para quê?

para mexer
para chamar
querer saber
porque sim
porque não
para ouvirmos o sim
o sim
que sim
e gostarmos
ou para ouvirmos o não
não
e chorarmos
é para trazer de volta
para empurrar de vez
para cuscar
ou abusar
ousar
é para ficarmos tão perto
juntos
ou para irmos
mais longe
para ficarmos longe
e ligados
unidos
despidos
beijados
nos risos
ou tristes
ou desvairados
aprendemos
nos porquês
o deserto
e a lucidez
tornamos a perguntar
outra vez
e isso só nos vai magoar
mas se não o fizermos
a raiva de perder
é sempre não saber
de ti
onde estás?



terça-feira, 23 de setembro de 2008

Somar prazeres



+
.
.
.
... uma fantástica salada ...
.
.
.
=
.
.
.
Um Delicioso jantar !!!



De olhos fechados

De olhos fechados ela sabia agora que a vida não lhe podia acontecer pela beleza, pelo encanto ou mesmo pelo seu olhar. A vida que ela desejava tinha um caminho maior que não cabia nas coisas que se viam. E até o vestido colorido que vestia não poderia nunca justificar o seu encanto. De olhos fechados ela aguardava serenamente como uma boneca encantada, que o amor chegasse por um outro caminho diferente. Deixou de acreditar na beleza a única voz que ouviu quando se sentiu tão próxima do que achava eterno acontecer. Como uma boneca fechou os olhos e deixou que os corações coloridos do seu vestido vivessem na ilusão que o amor estava ali, nas cores, no encanto do olhar, naquele em que acreditou um dia não por ser belo, mas por ser verdadeiro. Como uma boneca fechava agora os olhos e chamava o tempo na voz, na sua voz, cega.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Palavras

No céu procuro as palavras mais doces.
Procuro, procuro, procuro...
No vento abraço-te.

Sentes?

domingo, 21 de setembro de 2008

Chegar aí ...


Quero chegar aí, quero que se agitem no céu os sonhos sobrevoando o mar azul. A tua voz na minha, e eu desperto neste voou que se agita e rasgo no céu as asas de te querer. Perto de mim.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Seis velas


Hoje o bolo com seis velas marca na minha vida outra viagem sem fim.
Hoje a festa meu querido, é só para ti. Parabéns!!!!

Barco de letras

Não esperava nem mais uma palavra. Os dias escreviam os sonhos que no escuro agora apareciam. Nunca hesitou embarcar e hoje navegaria pelo mesmo mar salgado, e doce. Levava de um livro as folhas de papel onde letras caídas por terra diziam o amor, só o amor. A viagem parecia agora não ter fim.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Lá longe ...

onde estás

… na procura de um outro olhar que nos aproxime...
… nua e fria a distância que nos marca.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Dia deitado

Deitou o dia no peito como se deitasse o mais profundo da sua vida. O dia marcava o que sempre desejara e nunca por isso acreditara que fosse acontecer. Deitou-o na esperança que um breve sono o pudesse acordar de novo. Ali, tinha uma vida inteira para contar. Tinha o que jamais pensou sentir, tinha o amor, aquele que se diz eterno. Mas também tinha o medo, porque de tão perfeito era frágil e transparente, como não o é a vida. Por isso o deitou tão docemente no seu coração onde com ele sonha um dia voltar a acordar.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

The Man I Love



In-I, é a peça com estreia marcada para dia 18 deste mês no National Theatre, em Londres onde até dia 20 de Outubro vai juntar no palco Juliette Binoche (actriz francesa de que sou fã) e Akram Khan (bailarino e coreografo). Os dois artistas vão, segundo li, atirar-se ao desconhecido. Disse a actriz numa entrevista que “Abraçar o medo é a melhor das sensações… é o salto de confiança em relação a outra pessoa”. Binoche vai cantar “The Man I Love” e sobre a hipótese de pensar em seguir carreira nesta área a actriz comentou: “Na verdade canto esta canção no Teatro Nacional. Mas não sei. Apenas penso nos meus filhos. Se me dissessem que não ia ser mais actriz, ficava bem.Não quero estar presa a nada. Mas tenho um desejo, que é conhecer o homem da minha vida.”

E se fossemos até Londres um destes dias? A Juliette ia gostar...