Vou fazer um poemapara mim
secreto
sem letras
nem afecto
um poema fechado
com linhas
pequeno
e soletrado
vou deixar um espaço em branco
.
e mais outro
.
e depois espreitar...
até jurar não escrever
ou escrever sem jurar
Mesmo de noite, onde a luz das palavras pode revelar ou o olhar pode dizer e depois amanhecer, clarear...
Nos meus sonhos ainda mora a viagem que nunca pensei viver. Passeio pelo convés vazio... silencioso e quente... espreito a terra que os meus cabelos ao vento conseguem avistar. Ponho o braço de fora e mergulho a minha mão no mar... e fico assim quieta... provo o sal dos meus dedos e sinto agora que o rumo de uma viagem assim, não é feito de mar... afinal não é...
Movem-se dedos sobre olhares atentos...